Um raio de sol domingueiro beija-me de leve as pálpebras, fazendo-me querer continuar deitada, descansando os ossos por mais um minuto, mais um segundo. Esse é um daqueles dias que têm tudo para ser perfeitos, relembrados e remorados; em vez disso, posso defini-lo como uma massa disforme e sem sentido.
Não me entenda mal, mas meus passos não têm sido os mesmos há "alguns dias", eufemismo necessário para a porção determinada de tempo que separa o aV (antes de você) do dV (você entendeu...). Seria egoísmo da minha parte se desejasse não ter visto aquele sorriso naquele dia? Estarei sendo má pessoa privando a sua existência da minha?
As estrelas estão brilhantes hoje, sabia? Você deveria estar aqui, apontando para a mais brilhante e oferecendo-me como presente. Na verdade não precisava de tanto, há duas estrelas brilhantes que fazem minhas "noites" mais claras, mas que também estão sendo o motivo do meu desnorteamento em jogo de luz na escuridão.
As nuvens parece caçoar de mim, uma menina tão crescida, sentada sozinha olhando para o nada, pensando em ninguém. Verdade seja dita, meu lema era não me apaixonar por ninguém até que estivesse pronta para arcar com as consequências...mas o meu erro foi não deduzir que esse ninguém existia, de qualquer forma. E o vento sopra agora, levando meus cabelos como bandeira hasteada, procurando forma de varrer por completo essa sensação de perda/conquista/encontro/desencontro que se aconchegou dentro de mim.
Aspiro profundamente tentando não atribuir minha inércia à sua ausência. Recuso-me a admitir que algo assim está acontecendo, "talvez" se torne verdade. Minha mãe costuma dizer que palavras têm poder, por isso devemos ter cuidado com o que desejamos e falamos. Acha que é tarde demais para pedir a Deus por você?

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