Encruzilhadas

maio 31, 2015




"Atalhos são matreiros", já dizia a minha vizinha. "Nunca 'te fies' (confies) neles...".

E por mais que eu conhecesse essas palavras, como a minha própria história, ainda deixei que uma encruzilhada fosse criada, unindo duas ruas, dois pontos que antes eram independentes. Mas quando duas ruas são planejadas para serem paralelas, não adianta forçar para que sejam perpendiculares.  É impossível. Começo a entender agora esses conceitos.

Qual o próximo ponto da construção? Ah, uma ponte! Com certeza ela fará um bem danado. Vai me ajudar na passagem por cima de tudo, deixando o outro lado da rua para trás, e encarando um novo, com muitas possibilidades. E quando tudo estiver pronto, respirar o ar calmo que vem do mar. O mar que me separa do outro lado, o outro lado da ponte.

Vou arrumar minhas ferramentas, sem nunca olhar para trás sequer uma vez. Sem arrependimentos. Seguir a passos largos para o horizonte, que me abraça com seus raios alaranjados e esperançosos. Parecem dizer bem baixinho..."bem-vinda de volta".

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