E hoje já não dói mais, é de longe a sensação que eu mais desejei desde quando meu castelo começou a ruir como se fosse feito de cartas. É, eu percebi que apesar de sentir a sua falta, não era o sentimento que subsistiria em todos os momentos. Decerto, era mais que amizade, e ao mesmo tempo, menos que amor. Sempre tão ingênua, mais uma vez troquei os dois, troquei os pés pelas mãos. E como era de esperar, falhei.
Mas há males que vêm para o bem, não é? Quem sabe o que o futuro me reserva? A vida não pode terminar assim, sem um final marcante, mesmo que não seja feliz. E posso dizer que este não é um bom final, deixou muito a desejar em todos os aspectos. Nós somos tão intelectuais para planejarmos nossos contos...e porque damos tão pouca atenção à nossa própria história?
E falo como alguém que pouco sabe sobre você, mas que deixou o pensamento vagar solto, com esperanças mesquinhas e egoístas. Quem sou eu para pensar que você só pode ser feliz ao meu lado? Não passo de uma poeta fracassada que consegue fazer com que os outros se apaixonem e nunca encontra o seu par. Que experiência tenho eu em cuidar de outra pessoa, além de mim? Não sou digna.
Mas como já falei, essa é uma dor que já não me aflige, felizmente meu coração finalmente entendeu que minha história é um pouco mais complicada, um pouco mais longa. E se nos unirmos nesse momento, talvez a minha vida não siga como deveria seguir de acordo com o guião. Deixa estar como está. O mestre tem o roteiro.
Desejo-lhe os mais sinceros sorrisos, os abraços mais apertados, os olhos mais cativantes. Desejo-lhe tudo do bom e do melhor, porque afinal é isso que desejamos aos nossos melhores amigos.

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